sexta-feira, 20 de novembro de 2009

É nos momentos difíceis e conturbados que também nos podemos afirmar positivamente…[1]

Através de correio electrónico, recebo alguns e-mail’s, uns mais interessantes que outros, uns com teor credível e outros de cariz despudoradamente facciosos e desprezíveis. Porém, o que a seguir transcrevo, parece merecer uma atenção especial, pois faz demonstrações de razão pela positiva, evidenciando o que fazem os professores e não com o que estão zangados.

Permitam-me, pois, partilhá-lo convosco…

Resposta ao Caríssimo que veio aos jornais INDIGNAR-SE contra os professores

Caro anónimo indignado com a indignação dos professores, Homens (e as mulheres) não se medem aos palmos, medem-se, entre outras coisas, por aquilo que afirmam, isto é, por saberem ou não saberem o que dizem e do que falam.

O caro anónimo mostra-se indignado (apesar de não aceitar que os professores também se possam indignar! Dualidade de critérios deste nosso estimado anónimo...

Mas passemos à frente) com o excesso de descanso dos professores: afirma que descansamos no Natal, no Carnaval, na Páscoa e no Verão, (esqueceu-se de mencionar que também descansamos aos fins-de-semana). E o nosso prezado anónimo insurge-se veementemente contra tão desmesurada dose de descanso de que os professores usufruem e de que, ao que parece, ninguém mais usufrui. Ora vamos lá ver se o nosso atento e sagaz anónimo tem razão. Vai perdoar-me, mas, nestas coisas, só lá vamos com contas.

O horário semanal de trabalho do professor é 35 horas. Dessas trinta e cinco, 11 horas (em alguns casos até são apenas dez) são destinadas ao seu trabalho individual, que cada um gere como entende. As outras 24 horas são passadas na escola, a leccionar, a dar apoio, em reuniões, em aulas de substituição, em funções de direcção de turma, de coordenação pedagógica, etc., etc. Bom, centremo-nos naquelas 11 horas que estão destinadas ao trabalho que é realizado pelo professor fora da escola (já que na escola não há quaisquer condições de o realizar): preparação de aulas, elaboração de testes, correcção de testes, correcção de trabalhos de casa, correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo, investigação e formação contínua. Agora, vamos imaginar que um professor, a quem podemos passar a chamar de Simplício, tem 5 turmas, 3 níveis de ensino, e que cada turma tem 25 alunos (há casos de professores com mais turmas, mais alunos e mais níveis de ensino e há casos com menos - ficamos por uma situação média, se não se importar). Para sabermos o quanto este professor trabalha ou descansa, temos de contar as suas horas de trabalho. Vamos lá, então, contar:

1. Preparação de aulas: considerando que tem duas vezes por semana cada uma dessas turmas e que tem três níveis diferentes de ensino, o professor Simplício precisa de preparar, no mínimo, 6 aulas por semana (estou a considerar, hipoteticamente, que as turmas do mesmo nível são exactamente iguais -- o que não acontece -- e que, por isso, quando prepara para uma turma também já está a preparar para a outra turma do mesmo nível). Vamos considerar que a preparação de cada aula demora 1 hora. Significa que, por semana, despende 6 horas para esse trabalho. Se o período tiver 14 semanas, como é o caso do 1.º período do presente ano lectivo, o professor gasta um total de 84 horas nesta tarefa.

2. Elaboração de testes: imaginemos que o prof. Simplício realiza, por período, dois testes em cada turma. Significa que tem de elaborar dez testes. Vamos imaginar que ele consegue gastar apenas 1 hora para preparar, escrever e fotocopiar o teste (estou a ser muito poupado, acredite), quer dizer que consome, num período, 10 horas neste trabalho.

3. Correcção de testes: o prof. Simplício tem, como vimos, 125 alunos, isto implica que ele corrige, por período, 250 testes. Vamos imaginar que ele consegue corrigir cada teste em 25 minutos (o que, em muitas disciplinas, seria um milagre, mas vamos admitir que sim, que é possível corrigir em tão pouco tempo), demora mais de 104 horas para conseguir corrigir todos os testes, durante um período.

4. Correcção de trabalhos de casa: consideremos que o prof. Simplício só manda realizar trabalhos para casa uma vez por semana e que corrige cada um em 10 minutos. No total são mais de 20 horas (isto é, 125 alunos x 10 minutos) por semana. Como o período tem 14 semanas, temos um resultado final de mais de 280 horas.

5. Correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo: vamos pensar que o prof. Simplício manda realizar apenas um trabalho de grupo, por período, e que cada grupo é composto por 3 alunos; terá de corrigir cerca de 41 trabalhos. Vamos também imaginar que demora apenas 1 hora a corrigir cada um deles (os meus colegas até gargalham, ao verem estes números tão minguados), dá um total de 41 horas.

6. Investigação: consideremos que o professor dedica apenas 2 horas por semana a investigar, dá, no período, 28 horas (2h x 14 semanas).

7. Acções de formação contínua: para não atrapalhar as contas, nem vou considerar este tempo.

Vamos, então, somar isto tudo: 84h+10h+104h+280h+41h+28h=547 horas.

Multipliquemos, agora, as 11horas semanais que o professor tem para estes trabalhos pelas 14 semanas do período: 11hx14= 154 horas.

Ora 547h-154h=393 horas. Significa isto que o professor trabalhou, no período, 393 horas a mais do que aquelas que lhe tinham sido destinadas para o efeito.

Vamos ver, de seguida, quantos dias úteis de descanso tem o professor no Natal. No próximo Natal, por exemplo, as aulas terminam no dia 18 de Dezembro. Os dias 19, 22 e 23 serão para realizar Conselhos de Turma, portanto, terá descanso nos seguintes dias úteis: 24, 26, 29 30 e 31 de Dezembro e dia 2 de Janeiro. Total de 6 dias úteis. Ora 6 dias vezes 7 horas de trabalho por dia dá 42 horas. Então, vamos subtrair às 393 horas a mais que o professor trabalhou as 42 horas de descanso que teve no Natal, ficam a sobrar 351 horas. Quer dizer, o professor trabalhou a mais 351 horas!! Isto em dias de trabalho, de 7 horas diárias, corresponde a 50 dias!!! O professor Simplício tem um crédito sobre o Estado de 50 dias de trabalho. Por outras palavras, o Estado tem um calote de 50 dias para com o prof. Simplício.

Pois é, não parecia, pois não, caro anónimo? Mas é isso que o Estado deve, em média, a cada professor no final de cada período escolar. Ora, como o Estado somos todos nós, onde se inclui, naturalmente, o nosso prezado anónimo, (pressupondo que, como nós, tem os impostos em dia) significa que o estimado anónimo, afinal, está em dívida para com o prof. Simplício. E ao contrário daquilo que o nosso simpático anónimo afirmava, os professores não descansam muito, descansam pouco! Veja lá os trabalhos que arranjou: sai daqui a dever dinheiro a um professor. Mas, não se incomode, pode ser que um dia se encontrem e, nessa altura, o amigo paga o que deve.



[1] NM

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Encerramento do Ano nas Dairas

I

Vou contar-vos uma história

Que reterei na memória

Enquanto eu viver.

Foi o dia do encerramento

Do ano, no nosso Agrupamento,

Dia memorável, podem crer.

II

Foi no dia quatro de Julho

Digo mesmo com orgulho

Foi um dia especial.

Vai ficar na lembrança

Tenho mesmo essa esperança

Com um programa genial.

III

De manhã logo cedo

Seis professores, sem medo,

Resolveram começar.

Fizeram o aquecimento?!...

E foram pavilhão dentro

Para começar a jogar.

IV

O 1.º ciclo entrou

E na sorte confiou

Éramos seis ao todo.

Carolina, Daniela, Sofia e Zé

Carlos, Lealdina e um miúdo, até,

Formaram as equipas deste modo.

V

Eram poucos os jogadores

A assistir? Grupos maiores.

Nem por isso desanimámos.

As equipas foram formadas

Muitos aplausos nas bancadas

O jogo nós iniciámos.

VI

Primeiro, foi o basquetebol,

A seguir veio o futebol,

Dois atletas apareceram no momento.

O Nelson e o Martinho

O primeiro, muito manquinho,

Salvaram a honra do convento.

VII

Apareceu também o Diamantino

Que não tinha muito tino

Era cada charutada!?...

Queriam à força vencer!

Chutavam mesmo a valer

Mas não lhes valeu de nada.

VIII

O Vice quase fanicou

E no banco se sentou

À espera de melhorar.

O Nelson? Estava à rasquinha.

Não queria parar a peladinha

Mas o tempo quase a acabar!

IX

Estavam todos muito cansados!

E depois dos banhos tomados

Era a hora de pôr o dente.

O porco no espeto que esperava

Batatas e salada que acompanhava

Descanso dos guerreiros, finalmente!...

X

E, por fim, a sobremesa

Salada de fruta na mesa

E o bolo bem gelado.

Por último, o cafezinho,

No estômago, aconchegadinho,

Até dali a um bocado.

XI

Fomos ver as exposições

Espalhadas pelos salões

Do Agrupamento inteiro.

Todos os ciclos representados

Os trabalhos bem posicionados

Evento igual foi o primeiro.

XII

Veio o lanche, entretanto,

Broa e caldo verde para espanto

De um grupo de resistentes.

Mas o calor apertava

Muitas “minis” a sede matava

A alguns que estavam presentes.

XIII

Mas toda aquela alegria

Vivida durante este dia

Estava quase a finalizar.

Um convívio bem vivido

Por todos bem merecido

E que deve continuar.

XIV

Esperámos mesmo realizar

Mais encontros festejar

Deste modo, bem saudável.

Foi pena ter pouca adesão

Pois tinha reforçado a união

Tornando o grupo mais afável.

XV

E agora, para acabar,

Só quero mesmo desejar

Uns bons dias de preguiça.

A todo o pessoal do Agrupamento

Aproveitem todo e qualquer momento

Vivam as férias! Tempo que enfeitiça!

domingo, 5 de julho de 2009

O torneio de futebol

I

O torneio de futebol

Este ano não foi ao sol

Começou no Pavilhão.

Era Macinhata e Covo

Mas tinha pouco povo

Assistindo à exibição.

II

Aproveitando o transporte

Só alguns tiveram a sorte

De aos jogos assistir.

Perdemos por um a dois

Mais unidos ficamos depois

Esperando o que estava para vir.

III

Foi o Covo e Janardo

Tivemos de carregar o fardo

Para eles um e para nós três.

Logo a seguir com os Dois

A nossa arte continuou, ora pois!

E foi a conta que Deus fez!

IV

Por último, Covo e Areias

Dividindo os pontos a meias

Este torneio acabando.

Foi mais um alegre encontro

Para o ano cá estaremos, pronto.

Neste encontro participando.

V

Do Burgães, a organização

Que organizaram a pontuação

As equipas ordenaram.

Macinhata e a seguir o Covo

Aqui sim, já se viu muito povo

Na Praia Fluvial se juntaram.

VI

Parabéns a toda a gente

Que participou bem contente

Nesta grande manifestação.

Semana Cultural de Castelões

Professores e alunos foram campeões

Viva esta organização!

Encerramento do ano lectivo

I

Dezanove de Junho foi o dia

Que, com grande alegria

Fizemos o encerramento.

O jogo das latas jogámos

Ao das cadeiras brincámos

Pintámos painéis ao relento.

II

Era tão grande a gritaria

Todos com muita euforia

Em tudo querendo participar.

As filas organizadas

As brincadeiras ordenadas

E toca a começar!

III

Cada grupo se dirigiu

Ao jogo que primeiro viu

Sinal de partida foi dado.

Era mesmo uma barulheira

Concentrados na brincadeira

Estava tudo consolado!

IV

Quem não espera é o tempo

Eis chegado o momento

Deveras mais desejado.

A mesa já estava bem posta

Com o que cada um mais gosta

Atirando-se a cada bocado.

V

Depois de cheia a barriguinha

Cada qual arrumou a saquinha

Para poder ir embora.

Foram as recomendações

Despedidas e emoções

Já estava mesmo na hora.

VI

Fica sempre uma moleza

Apodera-se uma tristeza

Na hora da despedida.

Mas o tempo passa depressa

Logo logo estamos nessa

Para nova iniciativa.

Agrupamento em Movimento

I

Depois do jogo cansativo

Tínhamos um bom motivo

Para ir para o Agrupamento.

Quiseram-nos convidar

Noutras actividades participar

Do Agrupamento em Movimento.

II

Fomos logo para a Química

Aliada também à Física

Que fomos observar.

Ficámos maravilhados

Ao vermos os gases lançados

Pelo vulcão sempre a largar.

III

Para a informática a seguir

Jogos educativos descobrir

Não queríamos abandonar.

Ali ficar? Quem dera.

Mas o tempo não espera

Tivemos de ir almoçar.

IV

Na fila bem ordenados

Com os tabuleiros recheados

Fomo-nos sentar e comer.

O tabuleiro tivemos de arrumar

E da hora ter de esperar

À sala da música fomos ter.

V

Os alunos do Covo

Lá caminhámos de novo

Nas línguas desembocámos.

Fizemos jogos e pintura

O divertimento ainda dura

Cá para fora nos deslocámos.

VI

Era mais outra actividade

Todos cheios de vaidade

Cada um com o seu pincel.

Na área das Expressões

Deram largas às imaginações

Pintando em todo o papel.

VII

Estava quase a acabar

Mas ainda faltava participar

Nas coisas da matemática.

Todos muito concentrados

Nos jogos bem agrupados

Fazendo a mental ginástica.

VIII

Depois destas correrias

Carregados de alegrias

Voltámos p’ra escola do Covo.

Contámos as novidades

E todas as actividades

A todo aquele povo.

IX

E agora para acabar

Não podia deixar de falar

De toda a gente envolvida.

Obrigada por nos mostrar

E nas actividades participar

Uma satisfação bem sentida.

Acta do dia 25 de Junho de 2009.

I

O dia da última reunião

Foi grande a confusão

Porque o tempo era pouco.

Conselho de Docentes de manhã

Pedagógico à tarde com afã

Tudo corria como louco.

II

Para reunir o Conselho de Docentes

A Janardo rumámos contentes

Estávamos lá à hora marcada.

Mas há sempre alguém atrasado

Esperámos mais um bocado

Mas logo foi começada.

III

Eram tantos pontos a discutir!

E o tempo sempre a fugir

Parecia que nada rendia.

O Subdirector controlava

A barriga horas já dava

Interrompeu depois do meio-dia.

IV

- Tenham paciência, vá lá!

De tarde continuámos cá

Até acabar o trabalho.

Eu já nem consigo raciocinar!

Preciso mesmo de descansar!

Vamos almoçar ao talho!

V

Recebemos a notícia com alegria

Havia aniversários nesse dia

Fomos em debandada geral.

Chegados lá, apressados,

Bastante mesmo esfomeados

A brasa estava fenomenal.

VI

O chouriço foi assar

A salsicha logo a par

E quem havia de as mexer?

Está-se mesmo a ver o sujeito!...

Que até tinha muito jeito!

Para esse trabalho fazer.

VII

A costeleta a seguir

Arroz com feijão a sorrir

Para toda aquela gente.

Salada com fartura

Por fim veio a doçura

Regada decentemente.

VIII

Cantaram e fotografaram

Esses momentos registaram

Para ficar para a posteridade.

Toca mesmo a despachar

Pois tínhamos que arrancar

Em direcção à cidade.

IX

Que pena ter de deixar

Companhia de pasmar

E a mesa tão recheada!

Mas chamava, o dever,

E as duas fomos a correr

Participar noutra chamada.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Jantar de Páscoa no Agrupamento - 27 de Março de 2009

I

Ai que grande tristeza!

Poucos tiveram a fineza

De aparecer no jantar,

De Páscoa, do Agrupamento,

Nem pensaram um momento

Àquele grupo se juntar.

II

Era bacalhau com broa

Uma comida tão boa!...

Que nos apresentaram.

E as sobremesas, então?

Satisfaziam qualquer glutão

E todos as experimentaram.

III

Presidente de máquina em punho

Deixava sempre o seu cunho

Ao mais desprevenido!

Era o gesto mais esquisito!...

Com a comida na boca, aflito!...

Mas era um retrato bem querido!...

IV

E mais um jantar se passou

Em que a “malta” se juntou

Comemorando este dia.

Bem-haja a quem compareceu

Que muito ânimo deu

Festejando com alegria.

V

Feliz Páscoa a toda a gente

Que encarou bem de frente

Mais um período escolar.

Para todos os do Agrupamento

Que, sem parar um momento,

Põem tudo a funcionar.

I

Aos trinta dias de Março

Reuniu sem embaraço

O Conselho de Docentes.

E. B. 1 de Areias o lugar

Onde nos fomos encontrar

Tratando assuntos prementes.

II

À hora marcada começou

Com a Pré se articulou

A ordem de trabalhos seguindo.

Avaliação e Monitorização

Concursos e Planos de Recuperação

Relatórios e provas fluindo!

III

Mas o tempo foi passando

A barriga quase roncando

Esperando a comidinha!

Mas de repente… bolachitas!

Apareceram em caixitas

Indo tapar o buraquinho.

IV

Já passava das treze horas

E logo, logo, sem demoras

P’ró D. Pipas em correria.

A fome muito apertava!

A mesa posta já estava!

Cada um o lugar escolhia.

V

Aperitivos em cima da mesa

E todos com muita destreza

Foram tirando o seu bocado.

Esgotou logo num instante

Mas apareceu entretanto

O prato encomendado.

VI

Bifes com cogumelos para uns

Carne na pedra para alguns

Para outros foi bacalhau.

Vinho e água para molhar

Também pão a acompanhar

Comemos até dar c’um pau!

VII

Às aniversariantes prometidas

Foram as prendas distribuídas

Estava a acabar a refeição!...

Momentos de convívio assim

Devem manter-se sem fim

Mantendo firme esta união.

VIII

Mas o trabalho não acabou

Cada um p’ra escola se deslocou

Para fazer a avaliação.

São papéis e mais papéis

Mas nós, sempre fiéis,

Continuamos a devoção.

IX

Viva o descanso semanal!

Também merecemos afinal

Uns dias de calmaria.

BOA PÁSCOA para toda a gente

São férias …finalmente!

Embora sejam uma ninharia.

X

Mas o que é bom acaba depressa

Já estamos outra vez nessa

Quase a recomeçar esta missão.

É preciso continuar a dar duro

Não proporcionar nenhum furo

Acabando cheios de satisfação.