quinta-feira, 17 de abril de 2008

Almoço do dia 18 de Março de 2008.




I
O dia dezoito de Março
Foi um dia memorável.
Acabava o segundo período
Estava tudo mais afável.

II
E como sempre acontece
Há sempre uma reunião.
Mas quando esta acaba
O pessoal é comilão.

III
- Mas onde é que nós vamos?
- Onde vai ser o comer?
- Vamos para Pessegueiro
- Perto da Ponte, pode ser?

IV
E lá fomos todos nós
Em grupo e caravana.
Era preciso chegar todos
Ao lugar da comezaina.

V
Depois de já lá estarmos
E de encomendada a comida.
Era grande a cavaqueira
Pedimos também bebida.

VI
Mas o tempo ia passando
Estávamos fartos de esperar.
Demorou tanto tempo
Não valeu nada encomendar.

VII
Mas eis que lá chegou
No tacho, directamente.
O arroz com a lampreia
Saboreámos gulosamente.



XV
Mas a aventura não acabou
Resolvemos caminhar.
Até à Fábrica das Massas
Não custou nada andar.

XVI
Mas pela estrada fora
A sede começou a apertar.
Foram roubar laranjas
Ali perto a um pomar.

XVII
Mas que pouca sorte aquela
Não se podiam tragar.
As laranjas eram azedas
Ao mato foram parar.



VIII
Mas nem todos a quiseram
Também escolheram bacalhau.
Outros quiseram cabrito
Que não estava nada mau!

IX
E no fim a sobremesa
Um leite-creme, já se via.
Era a camada tão fina
Em pouco tempo desaparecia.

X
Também veio a aletria
Muito mole e muito quente.
Não tinha grande aspecto
Mas todos meteram o dente.

XI
Veio depois a “dolorosa”
Cada qual pagou o seu.
Não havia lá misturas
Foi assim que aconteceu.

XII
E depois deste almoço
Alguém propôs visitar.
A ponte lá de cima
Mas era preciso caminhar.

XIII
Fomos visitar a ponte
P’lo mato tivemos de subir.
Houve alguém que escorregou
Não tinha mais por onde ir.

XIV
A vista era fabulosa
Tirámos a fotografia.
Ficará a recordar
O almoço deste dia.



XVIII
Lá continuámos viagem
Os resistentes, eram sete.
Chegámos sãos e salvos
Connosco ninguém se mete!

XIX
Mas depois da caminhada
Meia hora sempre a andar.
Apareceu a nossa boleia
A aventura estava acabar!

XX
Realmente quem diria
Coisa assim nunca aconteceu.
Mas valeu bem a pena
Quem não foi, não sabe o que perdeu!

Alberto Bastos na E. B. 1 do Covo


I
Puxando pela cabeça
Depois de muito pensar.
Convidei o Alberto Bastos
Não teve alma de recusar.

II
Mas no dia aprazado
Não pode comparecer.
Um compromisso com a filha
Tinha muito que fazer.

III
Noutro dia ele apareceu
Sempre alegre, pois então!
Bateu à porta da sala
Bem disposto e brincalhão.

IV
Palhaçadas e caretas
Fazendo rir toda a gente.
Eram saltos e cabriolas
Brincando à nossa frente.

V
Convidou alguns alunos
Para com ele actuar.
Leram “A Ratinha Vaidosa”
Para o tentar imitar.

VI
Falou também dos livros
Daqueles que ele escreveu.
“Palco da Vida” ele trouxe
E à escola os ofereceu.


VII
Os alunos desta escola
Participaram também neste dia.
Leram alguns poemas
Todos de sua autoria.

VIII
Ele ficou admirado
Não esperava tal.
Já tinha escrito os poemas
Há muitos anos, afinal.

IX
Recordou o teatro
De Cavião e Castelões.
Falou também de poesia
Berrou a plenos pulmões.

X
Desta E. B. 1 do Covo
Alunos e Pessoal Docente.
Nunca mais o esquecerão
Tudo ficou bem contente.

XI
Como tudo o que começa
Também este dia terminou.
Foi mesmo um tempo de festa
E saudades já deixou.

XII
E p’ra acabar esta prosa
Resta-nos agradecer.
A visita do Alberto Bastos
Que nos deu muito prazer.