I
O dia dezoito de Março
Foi um dia memorável.
Acabava o segundo período
Estava tudo mais afável.
II
E como sempre acontece
Há sempre uma reunião.
Mas quando esta acaba
O pessoal é comilão.
III
- Mas onde é que nós vamos?
- Onde vai ser o comer?
- Vamos para Pessegueiro
- Perto da Ponte, pode ser?
IV
E lá fomos todos nós
Em grupo e caravana.
Era preciso chegar todos
Ao lugar da comezaina.
V
Depois de já lá estarmos
E de encomendada a comida.
Era grande a cavaqueira
Pedimos também bebida.
VI
Mas o tempo ia passando
Estávamos fartos de esperar.
Demorou tanto tempo
Não valeu nada encomendar.
VII
Mas eis que lá chegou
No tacho, directamente.
O arroz com a lampreia
Saboreámos gulosamente.
XV
Mas a aventura não acabou
Resolvemos caminhar.
Até à Fábrica das Massas
Não custou nada andar.
XVI
Mas pela estrada fora
A sede começou a apertar.
Foram roubar laranjas
Ali perto a um pomar.
XVII
Mas que pouca sorte aquela
Não se podiam tragar.
As laranjas eram azedas
Ao mato foram parar.
VIII
Mas nem todos a quiseram
Também escolheram bacalhau.
Outros quiseram cabrito
Que não estava nada mau!
IX
E no fim a sobremesa
Um leite-creme, já se via.
Era a camada tão fina
Em pouco tempo desaparecia.
X
Também veio a aletria
Muito mole e muito quente.
Não tinha grande aspecto
Mas todos meteram o dente.
XI
Veio depois a “dolorosa”
Cada qual pagou o seu.
Não havia lá misturas
Foi assim que aconteceu.
XII
E depois deste almoço
Alguém propôs visitar.
A ponte lá de cima
Mas era preciso caminhar.
XIII
Fomos visitar a ponte
P’lo mato tivemos de subir.
Houve alguém que escorregou
Não tinha mais por onde ir.
XIV
A vista era fabulosa
Tirámos a fotografia.
Ficará a recordar
O almoço deste dia.
XVIII
Lá continuámos viagem
Os resistentes, eram sete.
Chegámos sãos e salvos
Connosco ninguém se mete!
XIX
Mas depois da caminhada
Meia hora sempre a andar.
Apareceu a nossa boleia
A aventura estava acabar!
XX
Realmente quem diria
Coisa assim nunca aconteceu.
Mas valeu bem a pena
Quem não foi, não sabe o que perdeu!

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