quinta-feira, 20 de março de 2008

E. B. 1 DO COVO

















Este ano a Páscoa calha mais cedo, no dia 23 de Março de 2008. Por esse motivo, a festa da nossa escola também foi no dia 14 de Março. Durante a semana andamos todos ansiosos por causa das fichas de avaliação mas, na sexta-feira, todas as tristezas passaram porque tivemos a festa. De manhã todos os alunos estavam contentes.
Estivemos a acabar os trabalhos para o Dia do Pai, depois estivemos a embrulhá-los para os entregar só no dia próprio. Pintámos desenhos, cantámos, conversámos sobre o significado desta quadra – a Morte e Ressurreição de Jesus Cristo para os que acreditam. Pintámos e colámos várias figuras em dois grandes cartazes que representam a Primavera e a Páscoa. Ficaram muito bonitos a alegrar as paredes da nossa escola.
A seguir houve um lanche partilhado com todos os alunos da escola, professores, professores das AEC e auxiliar. Também brincámos muito. Foi muito divertido este último dia que passámos na escola, antes das férias da Páscoa.

quinta-feira, 13 de março de 2008

DESPACHO

Assunto: - Justificação de Faltas
- Plenário Sindical de 12/02/2008

Atendendo a que dezassete docentes deste agrupamento faltaram ao serviço no dia 12/02/2008, a fim de se deslocarem ao Porto, para participarem num plenário sindical, justificando posteriormente a sua ausência ao abrigo dos artigos 27º a 32º do Decreto-Lei nº 84/99, não sendo a reunião sindical realizada no local de serviço e considerando o teor do ofício nº 4253/2008/DREN, o Presidente do Conselho Executivo pretende deixar claro o seguinte:
1- O Despacho do Secretário de Estado da Educação que limita as reuniões de cariz sindical ao local do serviço, no concernente à justificação de faltas, é datado de 06.03.01;
2- Tal normativo era do conhecimento das organizações sindicais;
3- Algumas destas, conforme se pôde visualizar no sítio da Internet, referiram que os docentes poderiam faltar ao serviço, sem comunicar ao órgão de gestão e sem fazerem entrega de qualquer plano de aula, para que se justificasse a falta ao serviço, podendo assistir ao plenário já enunciado;
4- A Senhora Directora Regional de Educação do Norte, através do ofício acima citado, em 13.02.2008 remeteu às escolas cópia do Despacho atrás aludido;
5- O PCE, em 18.02.2008, oficiou superiormente (telefax nº 29/08), alertando para os factos relatados em 1) e 3) do presente despacho e fazendo uma consulta acerca do procedimento a adoptar;
6- Na consulta referida no ponto anterior, o PCE colocava de parte a possibilidade de justificar as faltas através do artigo 102º do ECD (desconto nas férias), pois não fora o órgão de administração e gestão informado em tempo útil acerca da pretensão de faltar.
Após este hiato temporal, e tendo por base os princípios da razoabilidade e do bom-senso, interligado com a necessidade de se manter um clima de harmonia na instituição escolar e para que aos docentes não seja injustificada uma falta, cuja responsabilidade não lhe imputamos, o PCE decidiu:
a)- considerar a data das faltas como sendo anterior ao ofício enviado pela DREN;
b)- aceitar, excepcionalmente, a justificação das faltas dadas pelos dezassete professores;
b)- considerar, doravante, o cumprimento integral das orientações emanadas da tutela, pelo que, ao abrigo do artigo 29º do Decreto-Lei nº 84/99, as ausências ao serviço só contarão como serviço efectivo, se verificadas nos Serviços a que o trabalhador está adstrito, pois o regime estabelecido nos artigos 27º a 32º (DL84/99, de 19/03) destina-se à actividade sindical a desenvolver nos serviços, pelos respectivos trabalhadores[1].

EB2,3 Dairas – 2008/03/13
Presidente do Conselho Executivo
(Nelson da Silva Martins)
[1] Conferir Ofício nº 4253/2008, de 06.02.2008

segunda-feira, 3 de março de 2008

Professor Doutor José Eduardo Pinto da Costa enriqueceu alunos das Dairas




22 de Fevereiro, outros tantos graus de temperatura, misturados com jovens de 14/15 anos ávidos/as de curiosidades, com uma parca dose de professores/as e convidados q.b., na voz sapiente, concisa e humorística do Professor José Eduardo Pinto da Costa, tornaram inesquecivelmente enriquecedora a tarde passada no auditório da ACR de Vale de Cambra.[1]
Sob o tema «Criminalidade e Comportamentos Desviantes», aquele distinto Professor, agora Jubilado[2], que chegou com cerca de uma hora de antecedência, a fim de se precaver de obstáculos no trânsito e para melhor se enquadrar com o cenário a encontrar, deslocou-se à EB2,3 Dairas para conhecer parte das suas instalações e dialogar brevemente com alguns elementos desta comunidade educativa.
Acompanhado da Professora Catarina Caetano Camilo, a docente que conseguiu convencê-lo a palestrar aos nossos alunos, o Professor foi aplaudido de pé pelos/as jovens do 9º ano, numa demonstração de educação e de respeito, indiciadora de que os/as Professores/as conseguem motivar a adolescência para as boas práticas. Iniciada a palestra, que poderemos dividir em três partes, apareceram primeiramente os conceitos, depois a componente pragmática e, finalmente, a das interacções com o público.
Afirmando que cada um de nós é dono do seu próprio saber, explicou o significado da desviância e do comportamento desviante. Este varia consoante o ângulo de observância, porquanto a desviância contestatária poderá conduzir à integração do jovem em grupos marginais e, consequentemente à delinquência. Nenhuma conduta é desviante por si só, mas é-o pelo significado que lhe atribuímos; desviante é quem não respeita as normas[3] e as transgride. Quando um jovem mantém o desvio das normas socialmente aceites, para lá daquilo que se entende como contestação juvenil, será rejeitado, refugiando-se em grupos minoritários, mas com regras próprias de grande coesão…
A visão do crime por ópticas diferentes, bem como a co-relação entre os tipos de crime e as penas a aplicar, também foram conteúdos levemente abordados, antes da entrada na parte mais apelativa da sessão. Começando por classificar os serial kealler’s, como um fenómeno recente, enormemente difundidos pela comunicação social e com grande impacto nos estudos da medicina legal, o Professor discorreu sobre psicóticos e psicopatas[4], enumerou os diversos tipos de crimes, falou da ética e da importância do exame bem feito ao local do crime[5], serviu-se do humor e dos exemplos para cativar uma plateia que gostou bué de ali ter estado.
Na parte destinada às questões do público, o Professor defendeu a importância da Comunicação Social, não como um instrumento de difusão do crime, mas como uma mais valia informativa para ajudar a prevenir e a desvendar o crime e o respectivo móbil. Falou sobre séries televisivas como o CSI ou de crimes imortalizados pelo cinema, deixou pormenores lapidares acerca da personalidade de alguns dos mais pérfidos criminosos – portugueses e mundiais.[6]
Passámos rapidamente pelo tempo sem nos termos apercebido, pelo que era chegado o momento de encerrar a sessão e agradecer, porque os principais convidados[7] tinham de partir. Todos/as nos sentimos mais enriquecidos/as pela simplicidade de um Homem conhecedor e sapiente, que partilhou a sua longa vivência profissional numa brilhante e não menos cativante palestra.
Nelson da Silva Martins
[1] A Professora Organizadora e o Conselho Executivo agradecem à Direcção da ACR, ao Senhor Manuel Pinho em particular, e a todos os seus sócios, a prestimosa colaboração prestada, quer pela cedência do espaço e de alguns equipamentos, quer pela disponibilidade evidenciada, antes, durante e após a sessão.
[2] Cinquenta anos a leccionar é muito tempo…
[3] No Código Penal encontram-se as normas a respeitar para que a sociedade funcione em segurança e em liberdade.
[4] Bem como sobre a importância das palavras na forma como se transmite a mensagem: se dissermos a um/a psicopata que ele/a sofre de alteração da personalidade, o mais certo é sermos agradecidos!
[5] Três quartos da investigação criminal poderá resolver-se com um rigoroso exame ao local do crime, seguindo-se a autópsia médico-legal, em que as pistas dadas pela comunicação social são tidas em consideração… para que o cenário do crime perfeito não possa ser construído.
[6] Um serial kealler afirmou, antes de ser executado nos EUA, a propósito da doação da sua córnea ocular para se proceder a um estudo: «Se em vida ninguém quis saber de mim, como é que depois de morto eu vou querer saber dos outros?»
[7] Alunos/as, Conferencista, Professores/as e Representantes das entidades partiriam: uns para as suas residências, outros para os seus afazeres…

Encerramento do Primeiro Curso de Educação e Formação de Adultos

Aos treze dias do mês de Fevereiro de dois mil e oito, na escola EB2,3 de Dairas, na presença da segunda geração de formadores e sob a presidência da mui distinta Professora Ana Maria Bastos Castanheira, compareceram treze formandas e dois formandos[1] da turma B do curso B3, com o objectivo de rescindirem o contrato de estudo que os ligava àquela instituição escolar.
As formandas, e os dois heróicos representantes do sexo masculino, que desde o ano passado, de segunda a quinta-feira, teimavam em abandonar o aconchego da cozinha, a alegre tarefa rotineira de lavar a loiça e a leveza de colocar o jantar na mesa, caminhando na noite como formigas em direcção às Dairas, voltaram à escola numa bem sucedida casmurrice para concluir o nono ano escolaridade.
A princípio algo desconfiados das suas próprias capacidades, mas depois com apetites de quererem sempre saber mais e chegar o mais longe possível, foram colocando em água as cabeças da timoneira Ana Castanheira, da visita habitual, a Professora Augusta Marques, e de todos os simpáticos e dedicados formadores.
Noite após noite, após mais um dia de trabalho, as canseiras da lida de casa arrastavam-se para o fim-de-semana, porque as limpezas não apareciam feitas e os filhos estavam lá, mais crescidos mas mais necessitados de atenção. As tentativas para desistir apareciam a cada esquina e em cada conversa, mas a indomável vontade de continuar vencia sempre. Quantos não se perguntaram: «valerá a pena tanto esforço?». Quantos não terão questionado: «Para que serve tudo isto?»
Hoje, com o esforço de cada um/a, com a ajuda de todos/as e com a colaboração de dois excelentes grupos de professores/as (não esquecer que desde Setembro outra equipa de formadores/as comandou as operações), é o primeiro dia do resto das vidas de cada um. Amanhã será dia de começar a pensar na fase seguinte: está na hora de concluir o Ensino Secundário!
A iniciativa «Novas Oportunidades» pretende certificar milhares de cidadãos que, ao longo da sua vida de trabalho e de estudo aprenderam imensas coisas, pelo que cada um deve parar, respirar, descansar e partir em busca de uma nova etapa, para ter uma melhor certificação e mais condições para competir no mercado de trabalho. A EB2,3 Dairas, que foi a primeira escola de Vale de Cambra a avançar para os cursos EFA, não só deseja as maiores felicidades a cada um/a dos formandos/as que tiveram a coragem de apostar nela, como apela a que cada um/a prossiga a viagem de estudo iniciada em finais de dois mil e seis.
Bem hajam! Nelson da Silva Martins
[1] Aldina, Alice, Alírio, Ana, Cláudia, Conceição, Florbela, José, Mafalda, Margarida, Mª Amélia, Mª Fernanda, Mª Helena, Mª Margarida e Paula.